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Sertão residia ali, era um sol em vazios


Olhar que instiga, voz que (se) inquieta, pensamento que (se) move. O im-possível de dizer. O dizer que não se acaba. Tessituras imperfeitas. Construtor de pontes, filósofo dos entremeios. Dos andaimes da estrutura, vislumbrou o acontecimento. No dito, escutou o silêncio. No instável terreno do discurso, seguiu as pegadas dos sujeitos. Marcas da ideologia, resquícios de memória. Fissura de outros ditos, costura de tantas vozes. Fascinante bulício. Desconcertantes veredas de sentidos, um sol em vazios.

FRAGMENTOS DE VIDA, MOVIMENTOS DE (NÃO)SABER

1938: Nasce Michel Pêcheux.

Ao freqüentar o Liceu de Tours, ele demonstrou seu gosto e aptidão pelo alemão, indiciando uma possível atuação como professor deste idioma, que não se confirmou.

1963: Obtém certificado para ensinar Filosofia, na Escola Normal Superior de Paris (ENS).

  • A ENS da Rua d’Ulm era uma escola renomada, que representava um espaço privilegiado de fervorosas discussões teóricas nos anos 60, onde Althusser e Lacan ministravam aulas e seminários; escola que fomentava grandes círculos de estudos, dentre eles o Círculo de Epistemologia, responsável pela publicação da revista Cahiers pour l’analyse.
  • É neste espaço também que Pêcheux estabeleceu laços essenciais para sua trajetória acadêmico-intelectual: conheceu Althusser, influência direta da entrada de Pêcheux na política, além de Canguilhem, que o incitou a investigar as questões epistemológicas.

1966: E é sob a influência de Canguilhem que Michel Pêcheux entrou no CNRS (Centre National de Recherche Scientifique), em outubro, no Laboratório de Psicologia Social, coordenado por Robert Pagès.

  • Nesta época, seu projeto de pesquisa consistia na “transmissão de mensagens com conteúdo insólito” (MALDIDIER, 2003, p.17)
  • É no CNRS que Pêcheux encontrou Paul Henry (matemático e linguista) e Michel Plon (oriundo da Psicologia).
  • O trio formado por Michel Pêcheux, Paul Henry e Michel Plon passou a compartilhar idéias e escritos, recebendo a alcunha de “Comuna dos três amigos”.

1966: Pêcheux publica seu primeiro artigo, na revista Cahiers pour l’analyse, sob o pseudônimo de Thomas Hebert.

1968: Defende sua tese universitária, cujo tema é a Análise Automática do Discurso.

1969: O ano da Análise Automática do Discurso (AAD 69)

Publica a primeira “máquina discursiva”, intitulada Análise Automática do Discurso. Esboço da teoria do discurso que ainda estava por vir.

  • Zellig Harris, linguista americano que, segundo Pêcheux, representa a principal inspiração do método e do dispositivo da chamada AAD 69.

1970: Ano que marca sua entrada no terreno da Linguística.

  • No laboratório de Psicologia Social da Paris VII, Pêcheux integra o grupo LDI (Língua, Discurso, Ideologia), espaço privilegiado para as discussões acerca da “máquina discursiva”, a AAD 69.
  • Período que se mostra fecundo para as primeiras reflexões acerca do que seriam mais tarde os conceitos de formação discursiva, sujeito, esquecimentos.
  • Junho de 1970: a Revista La Pensée publica “Ideologia e aparelhos ideológicos de Estado (notas a uma pesquisa)”, de Althusser. Podemos dizer que é neste momento, seguindo os traços da teoria althusseriana da interpelação, que vemos insurgir o sujeito da ideologia, crucial na obra de Pêcheux.

1971: Pêcheux publica o texto “A semântica e o corte saussuriano: língua, linguagem, discurso”, no número 24 da revista Langages.

  • ele explicita a estreita relação que propõe entre língua, discurso e ideologia.
  • Nestes tempos, a Langages representa um espaço de (poder) dizer no campo da Linguística, ao ser engendrada por J. Kristevá, R. P. Botha, J-C. Chevalier, J. Derrida, S. Y. Kuroda. A publicação neste espaço assenta a inscrição de Pêcheux no campo dos estudos linguísticos.

1972: Dá-se o encontro entre Michel Pêcheux e Jacqueline Léon, que representa uma parceria nos terrenos da informática, dada a ligação de Jacqueline ao LISH (Laboratório de Informática em Ciências Humanas).

  • Caminhos que se tocam: Michel Pêcheux e Jean-Jacques Courtine.

1974: Propõe os “Primeiros elementos de um analisador morfo-sintático do francês”, num texto com este título, a fim de otimizar o dispositivo da AAD 69.

1975: Pistas de rupturas

  • Os laços que prendem Pêcheux a uma “máquina” de Análise do Discurso começam a se afrouxar.
  • MAIO: Publicação do “Les vérités de la Palice”, pela editora Maspero, na coleção “Teoria” coordenada por Althusser. A tradução brasileira desta é engendrada por Eni Orlandi em “Semântica e discurso: uma crítica a afirmação do óbvio”

1976

  • 6 de janeiro

Paul Henry, Michel Pêcheux e Michel Plon promovem o primeiro seminário HPP, intitulado “Pesquisas sobre a teoria das ideologias”.

  • O Seminário HPP perdura durante os três anos seguintes, propondo um espaço de interlocução acerca do conceito de Ideologia, buscando fugir da banalização e universalização do termo. Dentre seus freqüentadores, podemos destacar Elisabeth Roudinesco, psicanalista, Françoise Gadet, Jacqueline Léon, Claudine Haroche, Régine Robin, entre outros.
  • Foi neste momento também que Michel Pêcheux conheceu Jacqueline Authier-Revuz.

1978: No texto “Só há causa do que falha”, Pêcheux cita pela primeira vez a expressão “Tríplice Entente”, que irá designar, num movimento jocoso de sentidos, o encontro teórico entre Saussure, Marx e Freud.

1980: (Des)Construções outras

  • ABRIL: Colóquio “Materialidades Discursivas”, organizado por Pêcheux, Courtine, Gadet, dentre outros, marca o traçar de um caminho outro e conta com a presença de Jacqueline Authier-Revuz.
  • Momento denominado de “A segunda geração da AAD”, era chegada a hora da AAD 80.

1983

  • Ano de intensa atividade no RCP / ADELA (Recherche Coopérative Programée / Analyse de Discours el Lecture D’Archive: Pesquisa Cooperativa Programada / Análise de Discurso e Leitura de Arquivo)
  • Pêcheux publica “O discurso: estrutura ou acontecimento”, que se dá, a priori, sob a forma de uma comunicação na conferência “Marxismo e interpretação da cultura: limites, fronteiras, coerções”, realizada na Universidade de Illinois Urbana-Champaign, entre os dias 6 e 12 de julho de 1983. É o último escrito de Pêcheux, antes de seu suicídio, neste mesmo ano.

Impressões de/sobre Michel Pêcheux

O olhar do mesmo/no/outro

“Era um tipo que se apaixonava verdadeiramente pelas coisas que fazia”

(COURTINE, 2005b)

“um filósofo que se tornou lingüista, sem deixar de ser filósofo”

“Este pensador sempre pensou a partir dos outros,

com ou contra os outros”

(MALDIDIER, 2003, p. 97)


“um filósofo de formação, mas um filósofo fascinado

pelas máquinas, pelas ferramentas, pelos instrumentos e pelas técnicas”

(HENRY, 1997, p. 18)


il est temps pour nous de faire le point, sur les différents aspects philosophiques, sociohistoriques, linguistiques et informatiques engagés dans cette entreprise interdisciplinaire”

(PÊCHEUX, 1981)


“Se encontra na vida pouca gente com quem se aprende a pensar. Para mim, Pêcheux foi, sem dúvida, uma dessas pessoas”

(COURTINE, 2005b)


“O que se pode depreender do percurso de Michel Pêcheux na elaboração da Análise de Discurso é que ele propôs uma forma de reflexão sobre a linguagem que aceita o desconforto de não se ajeitar nas evidências e no lugar já-feito. Ele exerceu com sofisticação e esmero a arte de refletir nos entremeios” (ORLANDI, 2002, p. 7)


“Ele é bem o homem dos andaimes, suspensos”.

(MALDIDIER, 2003, p.15)


“todo enunciado é intrinsecamente suscetível de tornar-se outro”

(PÊCHEUX, 2002, p. 53)


“não há ritual sem falhas”

(PÊCHEUX, 1997, p. 301).


“O efeito subversivo da trilogia Marx-Freud-Sausurre foi um desafio intelectual engajando a promessa de uma revolução cultural, que coloca em causa as evidências da ordem humana como estritamente bio-social.”

(PÊCHEUX, 2002, p.43-45)


“É preciso, portanto, devolver uma memória à AD, na qual o trabalho de Pêcheux toma seu sentido e seu lugar”

(COURTINE, 2005a, p. 31).


Um obreiro...

algumas (des)construções trazidas para terras brasileiras


PÊCHEUX, M. (Thomas Herbert). Observações para uma teoria geral das ideologias. Revista Rua,1, Campinas, 1995, p. 63-89.

PÊCHEUX, M. Análise automática do discurso (AAD-69). In: GADET, F.; HAK, T. Por uma análise automática do discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Campinas: Unicamp, 1990.

HAROCHE, C.; HENRY, P.; PÊCHEUX, M. A semântica e o corte saussuriano: língua, linguagem, discurso. In: BARONAS, Roberto (Org.). Análise do discurso: apontamentos para uma história da noção-conceito de formação discursiva. São Carlos: Pedro e João Editores, 2007.

HAROCHE, C.; HENRY, P.; PÊCHEUX, M. A semântica e o corte saussuriano: língua, linguagem, discurso. Linguasagem. n.3, out./nov. 2008. Disponível em: .

PÊCHEUX, M.; FUCHS, C. A propósito da Análise Automática do Discurso: atualização e perspectivas. In: GADET, F.; HAK, T. (Orgs.) Por uma análise automática do discurso:uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Campinas: Unicamp, 1990

PÊCHEUX, M.Semântica e Discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Campinas: Editora da Unicamp, 1988.

PÊCHEUX, M.; GADET, Françoise. Há uma via para a lingüística fora do logicismo e do sociologismo? Escritos, 3, 1998.

GADET, F.; PÊCHEUX, M. A língua inatingível: o discurso na história da lingüística. Campinas: Pontes, 2004.

PÊCHEUX, M. Delimitações, Inversões e Deslocamentos. Cadernos de Estudos Lingüísticos,19, Campinas, 1990. p. 7-24.

PÊCHEUX, M. Sobre a (Des-)construção das Teorias Lingüísticas . Línguas e Instrumentos Linguísticos, Campinas, n. 2,1998.

PÊCHEUX, M.; LEON, J.; BONNAFOUS, S.; MARANDIN, J-M. Apresentação da análise automática do discurso. In: GADET, F.; HAK, T. Por uma análise automática do discurso:uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Campinas: Unicamp, 1990.

PÊCHEUX, M. Ler o arquivo hoje. In: ORLANDI, E.P. et al. (Org). Gestos de leitura: da história no discurso. Campinas: Editora da UNICAMP, 1994. p. 55-66.

PÊCHEUX, M.O discurso: estrutura ou acontecimento. Campinas, SP: Pontes, 1990.

PÊCHEUX, M. A análise de discurso: três épocas. In: GADET, F.; HAK, T. (Orgs.) Por uma análise automática do discurso:uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Campinas: Unicamp, 1990

PÊCHEUX, M. Sobre os contextos epistemológicos da Análise de Discurso, Cadernos de Tradução, n. 1, Porto Alegre,1998.

PÊCHEUX, M. Papel da memória. In: ACHARD, Pierre et al. Papel da memória.Tradução de José Horta Nunes. Campinas: Pontes, 1999. p. 49-57.

GADET, F.; LEON, J.; PÊCHEUX, M. Observações sobre a estabilidade de uma construção linguística- a completiva. In: ORLANDI, E.Gestos de leitura: da história no discurso. Campinas: Pontes, 1994, p.201-240.



Instigado pelas pistas do discurso?


1966:

1. Réflexions sur la situation théorique des sciences sociales et, spécialement, de la psychologie sociale. Cahiers pour l'analyse, 2, p. 174-203, 1966. (Sob o pseudônimo de Thomas Herbert)

1967:

2. Analyse de contenu et théorie du discours. Bulletin du CERP, 16(3), p. 211-227, 1967.

1968:

3. Vers une technique d'analyse du discours. Psychologie française, 13(1), p. 113-117, 1968.

4. Remarques pour une théorie générale des idéologies. Cahiers pour l'analyse, 9, p. 74- 92, 1968. (Sob o pseudônimo de Thomas Herbert)

Tradução brasileira de Carolina Rodríguez, Eni Orlandi e José Horta Nunes em:

PÊCHEUX, M. (Thomas Herbert). Observações para uma teoria geral das ideologias. Revista Rua, 1, Campinas, p. 63-89, 1995.

1969:

5. Analyse automatique du discours. Paris: Dunod, 1969.

Tradução brasileira de Bethania S. Mariani et al em: GADET, F.; HAK, T. (Orgs.). Por uma análise automática do discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Campinas: Unicamp, 1990.

6. Sur la conjoncture théorique de la psychologie sociale. Bulletin de psychologie, 23 (4-5), p. 290-297, 1969.

7. Idéologie et histoire des sciences. In: FICHANT, M.; PÊCHEUX, M. (Eds.). Sur l'histoire des sciences. Paris: Maspero, 1969, p. 13-47.

8. Les sciences humaines et le "moment actuel ". La Pensée, 143, p. 62-79, 1969.

1970:

9. CULIOLI, A., FUCHS, G.; PÊCHEUX M. Considérations théoriques à propos Du traitement formel du langage. Documents de linguistique quantitative, Paris, 7, 1970.

1971:

10. A method of discourse analysis applied to recall of utterances. In: CARSWELL, E.A.; ROMMETVEIT, R. (Eds.). Social contexts of messages. Londres: Academic Press, 1971, p. 67-75.

11. ROMMETVEIT, R.; COOK, M.; HAVELKA, N.; HENRY, P.; HERKNER, W.; PÊCHEUX, M.; PEETERS, G. Processing of utterances in context In: CARSWELL, E.A.; ROMMETVEIT, R. (Eds.). Social contexts of messages. Londres: Academic Press, 1971, p. 29-56.

12. ROMMETVEIT, R.; COOK, M.; HAVELKA, N.; HENRY, P.; HERKNER, W.; PÊCHEUX, M.; PEETERS, G. Order effects in impression formation: a psycholinguistic approach. In: CARSWELL, E.A.; ROMMETVEIT, R. (Eds.). Social contexts of messages. Londres: Academic Press, 1971, p. 109-125.

13. Etude expérimentale de conditions déterminant la plausibilité d'une théorie psychologique. Bulletin de psychologie, 25 (2-4), p. 102-119, 1971-1972.

14. GAYOT, G.; PÊCHEUX, M. Recherches sur le discours illuministe au 18e siècle: Louis- Claude de Saint Martin et les "circonstances". Annales, 3-4, p. 681-704, 1971.

15. HAROCHE, C.; HENRY, P.; PÊCHEUX, M. La sémantique et la coupure saussurienne: langue, langage, discours. Langages, 24, p. 93-106, 1971.

Tradução em: BARONAS, Roberto (Org.). Análise do discurso: apontamentos para uma história da noção-conceito de formação discursiva. São Carlos: Pedro e João Editores, 2007.

O texto também foi publicado em outubro/novembro de 2008, pela revista Linguasagem, na sua 3ª edição

16. HAROCHE, C.; PÊCHEUX, M. Etude expérimentale de l'effet des représentations sociales sur la résolution d'une épreuve logique à présentation variable. Bulletin du CERP, 20 (2), p. 115-129, 1971.

17. Langue, langage, discours. L'Humanité, p. 8, 15 oct. 1971.

1972:

18. HAROCHE, C.; PÊCHEUX, M. Manuel pour l'utilisation de la méthode d'analyse automatique du discours, TA Informations, 13 (1), p. 13-55, 1972.

19. HAROCHE, C.; PÊCHEUX, M. Facteurs socio-économiques et résolution de problèmes. Bulletin du CERP, 21 (2-3), p. 101-117, 1972.

1973:

20. SALZARULO, P.; CIPOLLI, C.; LAIRY, G. C.; PÊCHEUX, M. L'étude psychophysiologique de l'activité mentale du sommeil: analyse critique des méthodes ET théories. Evolution psychiatrique, 1, p. 33-70, 1973.

21. PÊCHEUX, M.; WESSELIUS, J. A propos du mouvement étudiant et des luttes de la classe ouvrière : trois organisations étudiantes en 68. In: ROBIN, R. (Ed.). Histoire ET linguistique. Paris: A. Colin, 1973, p. 245-260.

22. PÊCHEUX, M.; WESSELIUS, J. Students and workers in May 1968 student tracts. A study of three french student organizations (FER, UEC, 22 mars). In: AITKEN, A.J.; BAILEY, R. W.; HAMILTON-SMITH, N. (Eds.). The computer and literary studies. Edimbourg: University Press, 1973, p. 135-161.

23. BRUNO, P; PÊCHEUX, M.; PLON, M.; POITOU, J.-P. La psychologie sociale: une utopie en crise. La Nouvelle Critique, 62, p. 72-78 et 63, p. 21-28, 1973.

24. L'application des concepts de la linguistique à l'amélioration des techniques d'analyse de contenu. Ethnies, 3, p. 101-118, 1973.

1974:

25. Une procédure d'analyse automatique du discours: fondements théoriques, methode et résultats. In: Actes de la table ronde sur V examen critique de l'apport du traitementpar ordinateur pour l'étude des structures linguistiques. Paris: Editions du CNRS, 1974.

26. DELUY, H.; PÊCHEUX, M. Entretien. Action poétique, 59, p. 85-92, 1974.

1975:

27. Introduction au n° 37: Analyse du discours, langue et ideologies. Langages, 37, p. 3-6, 1975.

28. PÊCHEUX, M.; FUCHS, C. Mises au point et perspectives à propos de l'analyse automatique du discours. Langages, 37, p. 7-80, 1975. Tradução de Péricles Cunha em:: GADET, F.; HAK,T. (Orgs.) Por uma análise automática do discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Campinas: Unicamp, 1990.

29. Les vérités de la Palice. Paris: Maspero, 1975.

Tradução brasileira de Eni Orlandi et al. em: PÊCHEUX, M. Semântica e Discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Campinas: Editora da Unicamp, 1988.

30. PÊCHEUX, M.; FUCHS, C. Das Subjekt und der Sinn - Zur Neuformulierung des Erkenntnisgegenstands Sprache. Alternative, Berlin, 104, p. 204-216, 1975.

1976:

31. Position syndicale et prise de parti dans les sciences humaines et socials. La Pensée, 187, p. 53-66, 1976.

1977:

32. GADET, F.; PÊCHEUX, M. Y-a-t-il une voie pour la linguistique hors du logicisme et du sociologisme? Equivalences, 2-3, p. 133-146, 1977.

Tradução brasileira de Eni Orlandi em: PÊCHEUX, M.; GADET, Françoise. Há umavia para a lingüística fora do logicismo e do sociologismo? Escritos, 3, 1998.

33. Remontons de Foucault à Spinoza. Communication au Symposium de Mexico: Lediscours politique: théories et analyses (nov. 1977). Publicado em: MALDIDIER, D. L’inquietude du discours. Paris: Cendres, 1990. p.245-260.

1978:

34. Are the masses an animate object ? In: SANKOFF, D. (Ed.). Linguistic variation,nNew York, Academic Press, 1978, p. 251-266.

35. Zum theoretischen Status der Sémiologie. Alternative, Berlin, 118, p. 24-27, 1978.

36. Formación social, lengua, discurso. Arte, Sociedad, Ideología. México: Imprensa Azteca, 1978, p. 25-33.

37. Il n’y a de cause que de ce qui cloche. Texto apresentado no Seminário HPP, nos dias 21 e 28 de março de 1978. Publicado como anexo à edição inglesa de Les Vérités de La Palice.

Tradução brasileira: Só há causa daquilo que falha. O inverno político francês, início de uma retificação. In: PÊCHEUX, M. Semântica e Discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Campinas: Unicamp, 1988.

1979:

38. PÊCHEUX, M.; HAROCHE, C.; HENRY, P.; POITOU, J.-P. Le rapport Mansholt: un cas d'ambiguïté idéologique. Technologies, Idéologies. Pratiques, 2, p. 1-83, 1979.

39. Quelques réflexions sur la question politique dans le monde de la psychologie française. Recherches de psychologie sociale, 1 (1), p. 151-155, 1979.

1980:

40. GADET, F.; PÊCHEUX, M. La linguistique hors d'elle-même: l'histoire absolument. In: Actes du colloque ‘L'histoire des sciences humaines : pourquoi ET comment ?’, Nanterre: Presses de l'Université, 1980, p. 360-369.

1981:

41. Ouverture du colloque. In: CONEIN, B.; COURTINE, J.-J.; GADET, F.; MARANDIN, J.-M.; PÊCHEUX, M. (Ed.). Colloque ‘Matérialités discursives’. Lille: Presses universitaires de Lille, 1981, p. 6-10.

42. L'énoncé: enchâssement, articulation et déliaison. In: CONEIN, B.; COURTINE, JJ.; GADET, F.; MARANDIN, J.-M.; PÊCHEUX, M. (Eds.). Colloque ‘Matérialités discursives’. Lille: Presses universitaires de Lille, 1981, p. 143-148.

43. GADET, F.; PÊCHEUX, M. La langue introuvable. Paris: Maspero, 1981.

Tradução brasileira de B. Mariani e Maria Elizabeth C. de Mello: GADET, F.; PÊCHEUX, M. A língua inatingível: o discurso na história da lingüística.Campinas: Pontes, 2004.

44. L'étrange miroir de l'analyse de discours. Langages, 62, p. 5-8, 1981.

45. Effets discursifs liés au fonctionnement des relatives en français. Recherches de psychologie sociale, 3, p. 97-102, 1981.

46. La frontière absente (un bilan). In: CONEIN, B. et al. Matérialités discursives. Lille: Presses Universitaires de Lille, 1981.p.197-207.

47. PÊCHEUX, M. Lecture et mémoire: projet de recherche. In: MALDIDIER, D. L’inquiétude du discours. Paris: Éditions des Cendres, 1990. p.285-293.

48. Analyse de discours et informatique. In: Actes du Congrès international: Informatique et sciences humaines. Liège: LASLA, 1981.

1982:

49. PÊCHEUX, M. et al. La place de l'informatique dans la recherche en sciences humaines et sociales. Temps réel, 27, 4 janvier, p. 29-33, 1982.

50. Délimitations, retournements, déplacements. L'Homme et la société, 63-64, p. 53-69, 1982.

Tradução brasileira de José Horta Nunes: PÊCHEUX, M. Delimitações, Inversões e Deslocamentos. Cadernos de Estudos Lingüísticos, 19, Campinas, p. 7-24, 1990.

51. Sur la (dé-)construction des théories linguistiques . DRLAV, 27, p. 1-24, 1982.

Tradução brasileira em: Línguas e Instrumentos Linguísticos, Campinas, n. 2,1998.

52. GADET, F.; PÊCHEUX, M.; WOETZEL, H.; GEIER, M. Sprachtheorie und Diskursanalyse in Frankreich – Interview. Das Argument, Berlin, 133, p. 386- 399, 1982.

53. PÊCHEUX, M.; LÉON, J.; BONNAFOUS, S.; MARANDIN, J.-M. Présentation de l'analyse automatique du discours (AAD 69). Théories, procédures, résultats, perspectives. Mots, 4, p. 95-123, 1982.

Tradução brasileira em: GADET, F.; HAK, T. Por uma análise automática do discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Campinas: Unicamp, 1990.

54. Lire l'archive aujourd'hui. Archives et documents de la Société d'histoire ET d’epistemologie des sciences du langage, 2, 1982, p. 35-45.

Tradução brasileira: PÊCHEUX, M. Ler o arquivo hoje. In: ORLANDI, E.P. et al.(Org). Gestos de leitura, 1994, p. 55-66.

55. LÉON, J.; PÊCHEUX, M. Analyse syntaxique et paraphrase discursive. In: Actes Du 2 colloque de lexicologie politique, Saint Cloud, 1980. Paris: Klincksieck, 1982, vol.3, p. 623-632.

56. GADET, F.; HAROCHE, C.; HENRY, P., PÊCHEUX, M. Note sur la question du langage et du symbolique en psychologie. Fundamentu Scientiae, 3 (2), p.149-59, 1982.

1983:

57. Ideology: fortress or paradoxical space. In: HÂNNINEN, S; PALDAN, L. (Eds.). Rethinking ideology, Das Argument, Berlin, n. spécial 84, p. 31-35, 1983.

58. Ideologie - Festung oder paradoxer Raum? Das Argument, Berlin, 139, p. 379-387, 1983.

59. Ideology and discursivity. Canadian Journal of Political Science, p. 24-31, 1983 (n.spécial ‘Ideology and power’).

60. Uber die Rolle des (Eds.). Das Subjekt des Diskurs, Berlin, Das Argument, n. spécial 95, p. 50- 58, 1983.

61. Rapport d'activité et perspectives de la RCP A DELA pour ses deux premières années d'existence, janvier 82-janvier 83, 1983.

62. Le discours: structure ou événement. Communication inédite à la Conférence ‘Marxism and the interpretation of culture: limits, frontiers, boundaries’. Université de l'Illinois, Urbana-Champaign, 6-12 juillet 83.

Tradução brasileira de Eni Orlandi: PÊCHEUX, M. O discurso: estrutura ouacontecimento. Campinas, SP: Pontes, 1990.

63. Analyse de Discours: trois époques.

Tradução brasileira em: GADET, F.; HAK, T. Por uma análise automática do discurso:uma introdução à obra de Michel Pêcheux. Campinas: Unicamp, 1990.

1984:

64. Spécificité d'une discipline d'interprétation. Buscila, Paris, 1, p. 56-58, 1984.

65. PÊCHEUX, M.; MARANDIN, J.-M. Informatique et analyse de discours. Buscila, Paris, 1, p. 64-65, 1984.

66. Metapher und interdiskurs. In: LINK, J.; WULFING, U. (Eds.). Bewegung und Stillstand. In: Metaphern und Mythen. Stuttgart: Klett-Cotta, p. 93-99, 1984.

67. Zu rebellieren und zu denken wagen: Ideologien, Widerstânde, Klassenkampf. KultuRRevolution, n. 5, p. 61-65, 1984, n. 6, p. 63-66, 1984.

68. Sur les contextes épistémologiques de l'analyse de discours. Mots, 9, p. 7-17, 1984.

Tradução brasileira de Ana Maria Dischinger e Heloisa Monteiro Rosário:

PÊCHEUX, M. Sobre os contextos epistemológicos da Análise de Discurso, Cadernos de Tradução, n. 1, Porto Alegre,1998.

69. Matériel en vue de l'article - Complétives/InfinitiMnfinitives . LINX, 10, p. 7-22, 1984

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