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Eu pinto o mundo como vejo


O traço que contorce, desconfigura, recorta, pontilha e deixa em pedaços o todo. A cor forte, as pinceladas grossas, os contornos marcados: uma luta por reconstruir a forma a partir da sua ruptura. Bigodes de um gato, casas empilhadas, rosas em jardins, bouquet em setas: o olhar de Paul Klee provoca, convoca e atrai justamente por fazer deslizar a forma esperada e o enquadre mais previsível. Cria movimentos e põe para explodir esferas e ângulos, e nós giramos aqui junto com ele e com sua arte. Nosso patrono de ensinar a ver, anuncia o que nossa voz tenta discursivizar.

Uma vida entre traços

A arte não reproduz o visível; ela torna visível" - citado em "Discurso"‎ - Vol. 5-7, Página 88, de Universidade de São Paulo. Departamento de Filosofia – 1974.

"A gente encontra o próprio estilo quando não consegue fazer as coisas de outra maneira".

"A cor me possui [...] Eu e a cor somos um [...] Sou pintor"

“A diferença entre um tom vermelho e uma cor que não contém nada de vermelho é imensa. Por isso, não me interessa o que o tom vermelho contém. A mim interessa muito mais o que o vermelho não contém."

"O arco-íris é emprego, elaboração e combinação abstrata de cores."

Um indiscutível ícone da arte moderna européia foi Paul Klee. Ele cresceu na Suíça, passou muitos anos na Alemanha e ensinou na famosa escola "Bauhaus". Regressou à Suíça devido ao antagonismo que nutria em relação ao regime nazista, na década de 30. Sua pintura minimalista destinava-se a "abrir os olhos do povo". Berna, cidade com a qual mais se identificava, foi o local escolhido para o novo centro Paul Klee.

http://suicaesuacultura.blogspot.com/

Um Centro para Paul Klee

http://www.youtube.com/watch?v=uFU2_CotE94&feature=fvsr